Entrevista com KS Xaval (aka Keso)

 

KS Xaval ou Keso surgiu em 2003 com "Raios me Partam", um fenómeno no rap nortenho, para um jovem com 16 anos, idade do rapper  quando lançou o seu primeiro àlbum. Entre diversas participações em projectos desde o Lado Obscuro, a Marcha de Kacetado, Best Off entre outros, esperamos um novo àlbum do artista para 2011.

Como te conheceste o rap e o que te despertou interesse nele?
Conheci o Rap muito cedo. Não pertenci a outros movimentos nem escutei outro género musical que não fosse rap ou proveniente do mesmo. Por isso, sendo a minha paixão a expressão musical e lírica, só poderia ter interesse naquela com quem convivi desde sempre. Comecei a pratica-lo igualmente cedo aquando dos meus primeiros grafitis. Hiphop nessa altura era tudo. Miados do liceu em que um gajo só pensa em imitar coisas que via nas revistas e via na recente MTV. As miúdas não gostavam nada. Depois passei pela suíça onde desenvolvi as coisas com pessoal do andamento. Em 98 o Rap Francês e o graffiti suíço bombavam muito!

Qual o projecto em que estiveste envolvido que mais te marcou? Porquê?
Os meus projectos individuais marcam-me sempre. Aliás, eles são precisamente a nossa marca e o que fica de nos para a posterioridade. O "Raios te Partam" de 2002/03 foi sem duvida um episódio incrível na minha vida. Mas a minha vida não se fez só de música e concertos. Penso que as amizades que ganhas ao longo e durante esses projectos são bem mais marcantes que o objecto em si. O Skunk também foi muito especial. O Kacetado foi das pessoas que mais marcou a minha passagem por Lisboa (5 anos) e todos os momentos que passamos juntos não se resumem implicitamente a música que fizemos.

O que inspira para escrever?
Para escrever, muita coisa pode inspirar. Mas não posso escrever música da mesma forma que escrevo prosa. Penso que cada música minha e resultante de slogan criado por mim próprio sobre determinado assunto. " E quem diria que o fumo que eu fumava era fumo que matava"

Qual foi o concerto da tua vida?
Não me lembro de muitos. Mas provavelmente o concerto para a BestOff no PortoRio. Isto porque foi o ultimo e porque sei que os próximos serão bem melhores. Estou muito bem acompanhado. Tenho a Denise e o Fidbek nos back vocals.

Quais foram os álbuns que mais te marcaram?
Muitos. Mas de Rap foram muito poucos. Ha discos de rap português muito bons como o MandaChuva do Boss e o Sem cerimónias. Sangue "Lagrimas suor" e até o "Ontem Hoje e amanha". Mas os meus discos favoritos não são propriamente de Rap.

Em que estado vês o panorama do Hip-Hop nacional?
Um pouco como o reflexo do próprio país. Continuam-se a fazer sapatos com linhas antigas. Eu ja nao os calco e penso que muita gente também não os quer para nada.

Quais são os MC's e bandas que apontas como referência?
Última e actualmente RootsManuva. O resto e mais do mesmo. No rap são muito poucos aqueles que conseguem fazer algo realmente interessante num panorama mais abrangente. Em Portugal só tens um (ou dois) a quem poderás confiar a tarefa de fazer algo realmente novo e interessante. O Nerve!

Como descreves a tua música?
Não da para descrever. Deixo isso para vocês.

Que projectos te esperam em 2011?
Vingar, com um disco novo, o disco velho que não saiu.

Qual a mensagem que deixas aos visitantes do HipHopWeb?
"Bem-vindos ao HipHopWeb, nós existimos e fazemos um excelente trabalho!" - Acho que e a melhor mensagem que eles podem receber.

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