À conversa com J-K

Tenho que admitir que desde que ouvi a Henna Negra através de várias partilhas de conhecidos meus no facebook, não resisti a chatear o J-K para uma entrevista, já conhecia os seus anteriores trabalhos "Complexo de Inferioridade", "Liga dos Cavaleiros Improváveis" com os seus parceiros da Monster Jinx e o a sua mais recente mixtape "Armadura Brilhante" mas este mais recente som promete que o seu álbum "Sorriso Parvo" mesmo às portas de sair, vai surpreender o público, esta entrevista reserva-vos uma atmosfera interessante, espero que tal como eu fiquem ansiosos com o lançamento desde próximo álbum do J-K.

 

HHW: O que mudou em J-K desde o teu primeiro trabalho, em 2009, o EP "Complexo de Inferioridade"?
J-K: Já passaram alguns anos. Acho que durante este tempo amadureci, no sentido de construir cada vez mais o meu estilo próprio, ao mesmo tempo que me aventurei por outros terrenos. Acima de tudo, acho que sei melhor onde estou e a música que quero fazer. Hoje se calhar as temáticas a a forma como construo as músicas é ligeiramente diferente. Isso vem também do que me aconteceu durante este período de tempo. Mas sinto que este álbum é mais uma continuação do Complexo de Inferioridade do que uma ruptura.

HHW: Os teus temas são sempre uma surpresa  descobres sempre uma cena nova quando ouves o som uma segunda vez, o que achas que te distingue como MC?
J-K: Não sei o que me distingue. Faço o que faz sentido para mim.

HHW: Tens alguma musa inspiradora?
J-K: Não, tenho várias. Há muitas pessoas que me inspiram.

HHW: Qual achas que foi a razão pela qual achas que o Jinx te recrutou para a sua comitiva?
J-K: Porque fica bem em todo o lado dizer "temos um gajo que veio do Congo".

HHW: Como foi realizar o projecto "Liga dos Cavaleiros Improváveis"?
J-K: Foi fixe. Gosto muito de trabalhar com os rappers da Monster Jinx, e fazer quatro músicas com eles foi altamente. Além disso, na altura, apresentámos as músicas ao vivo num concerto e acho que funcionou muito bem.

HHW: Porquê o dinossauro?
J-K: É um dinossauro com um taco de baseball. É um animal extinto com ar de bully. Acho que representa o espírito do meu EP e da minha mixtape. Por um lado é a repressão que a vida moderna nos causa, por outro, é um sinal de revolta contra essa repressão. Mas sobretudo, é um desenho altamente da Min.

HHW: A tua mix vai chamou-se Armadura Brilhante porque tens uma, é verdade?
J-K: Sim. E fica bem com tudo.

HHW: Alguma razão para lançares esta mix antes do teu álbum?
J-K: Eu comecei a preparar o álbum logo depois do EP. Entretanto apeteceu-me fazer umas músicas mais descontraídas em beats estrangeiros. Quando já tinha bastantes, fiz uma selecção e decidi lançar a mix. Rapper que é rapper tem uma mixtape.

HHW: Porque escolheste o som "Aperitivos" para videoclip?
J-K: O tema permitiu-me fazer um vídeo que consiste num grupo de amigos a comer e beber numa fantástica tarde de Verão. Acho que está tudo dito.

HHW: Como foi a produção e realização deste?
J-K: Foi simples. Alguém ofereceu a casa, alguém ofereceu-se para ir ao supermercado, o Taseh fez o picapau e o resto da malta a sangria. Depois o Lessa levou uma câmara. O Nitron filmou, o Stray editou, a Min fez a tipografia, o Taseh sincronizou e puff. Eu não fiz nada, só comi umas cenas.

HHW: Tens o novo álbum para breve, porquê "Sorriso Parvo"?
J-K: Um sorriso parvo pode ser pateta ou só patético. Pateta porque, normalmente, ficamos com um ar meio pateta quando estamos muito felizes. Seja por estarmos apaixonados ou encantados com um objecto ou situação. É patético quando a pessoa que sorri não tem motivos para tal, quando é contraditório em relação ao contexto ou a situação da pessoa. Independentemente das razões pelas quais isto acontece, estes sorrisos podem ser catalogados de "parvos" O título e as músicas do álbum tentam viver entre estas duas dimensões do mesmo sorriso, explorando e misturando estas diferentes concepções.

HHW: Já tens disponível o single promocional "Henna Negra", as tatuagens dela inspiram-te?
J-K: De quem? Ahaha. Sim, as tatuagens, as que se vivem sobre a pele e as outras.

HHW: Mas quando é que sai o teu álbum?
J-K: Em breve! Não posso adiantar já uma data, para não desiludir ninguém. Mas muito em breve. Em Fevereiro ou em Março. De certeza.

HHW: Calculo que o design da tua capa vai estar a cargo da talentosa Min Wins, podes-nos revelar algum detalhe?
J-K: Não. É ultra-secreto.

HHW: E em relação às produções e participações, mantem-se dentro da família Monster Jinx ?
J-K: Posso adiantar que tem uma participação do Stray e outras duas, de MC's que não são membros da Jinx.

HHW: Este álbum vai ter direito a videoclip?
J-K: Estou a trabalhar para que sim.

HHW: Revela-me o teu Top 5 de sons do momento.
J-K: Err.. Sem querer estabelecer nenhuma ordem, acho que neste preciso momento é o Started from the Bottom do Drake, So Many Details de Toro y Moi, Cabeçada de Unicórnio do Stray, Rolls Wraith do Taseh e Money Trees do Kendrick Lamar. Mas está sempre a mudar.

HHW: Para concluir, qual a mensagem que deixas a todos os seguidores do HipHopWeb?
J-K: Que continuem a gostar de Hip-Hop e a ouvir e apoiar os artistas. Se gostarem de J-K, podem sempre pagar-me um copo quando me virem.

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