Entrevista a Dekor

Mc e produtor de Ermesinde, membro do colectivo Carisma Krew Records! No rap desde 2005 com 2 EP's e 2 Mixtapes lançadas entre outros projectos em que se encarregou de todo o trabalho de mistura e masterização. No passado dia 15 de Maio, Dekor, disponibilizou o seu EP Veneno com Dj Hipe nos pratos, PLS nas batidas e Realista no art work, a darem-me os condimentos perfeitos para o que pretendia fazer. Este EP conta com a participação dos s carismáticos L, Mentor  e Hades, e o seu companheiro de Elite 4445 Sik. Para ficarem a conhecer melhor este artista, leiam a entrevista que se segue e saquem a EP do mesmo, que vos garanto valer muito a pena.

 

HHW: Qual foi o teu primeiro contacto com o Hip Hop e o que te atraiu a esta cultura?
Dekor: Lembro-me de que andava no meu 5º ano, tinha 1 amigo meu mais velho que andava na minha turma, que gravava tudo para k7 (vicio que também apanhei) e era 1 viciado sempre no seu Walkman a curtir "Lei das Ruas" do Mundo e Expeão, esse deve ter sido um dos primeiros contactos. Lembro-me também de 1 amigo meu, o Luís, que me mostrou na altura músicas que tinham saído na Hip Hop Nation, sons como "Bons velhos tempos" do AC, "Carta de Amor" dos Mundo Complexo,"Todagente" dos Da Weasel e por aí fora .. Aí passei a ser muito mais interessado, a comprar as revistas Hip Hop Nation que tinha na papelaria perto de minha casa e consumia aquilo até à exaustão. Mas antes disso tive o album dos Dealema de 2003, e foi aquele álbum que mais ouvi de sempre, conheço-o de trás para a frente e cresci a ouvi-lo, posso dizer que muito do que sou hoje é graças a esse álbum. O meu amigo Rui Leal nesse mesmo ano de 2003  deu-me a ouvir o "Suspeitos do Costume" dos Mind da Gap, banda que já conhecia algumas faixas soltas dos álbuns anteriores. O que mais me atraíu sem dúvida que foi a liberdade na escrita , tudo o que se escreviam era sem rodeios,ouvias coisas que nunca ouviste ninguém a falar, realidades que tu vias mas que nunca ouviste ninguém a falar delas: problemas sociais de drogas, degradação de bairros, ataques a políticos, etc. A facilidade com que a mensagem passa fascina-me, são relatos com que te identificas, que mexem contigo, que tem tudo haver contigo.. Esse poder da mensagem, da sua liberdade e facilidade em passá-la, foi sem dúvida o que mais me atraiu.

HHW: Quando é que percebeste que não eras apenas um ouvinte mas também tinhas também um papel a desempenhar no movimento rap?
Dekor: Isso acabou por ser bastante natural, desde cedo que gosto bastante de escrever, tinha em casa 1 livro do António Aleixo "Este livro que vos deixo"que era dos meus pais (também apaixonados por poesia), eu era viciado e achava mágico tudo encaixado através de rimas. Por isso, ainda antes do rap já tinha desenvolvido o gosto pela escrita. Lembro-me que até tinha 1 caderno em que apontava lá só palavras soltasque rimassem (lol), abria 1 secção com 1 palavra acabada em "ão", por exemplo, e fazia 1 lista por ali abaixo de palavras a rimar com "ão" sempre que me lembrava. Depois como toda gente que desenvolveu cedo o gosto pelas rimas e pelo rap, ía para as aulas e chateava todos no intervalo, "Olha só esta letra que fiz e tal" (lol), mas não fugindo muito à tua pergunta, foi super natural, se já gostava de escrever, depois de ouvir e me apaixonar pelo Hip Hop tinha todo o sentido começar a tentar fazer música. Aliás, eu fazer música, é 1 consequência da minha escrita, faço rap para dar voz ao que escrevo.

HHW: E quando começaste então mesmo a fazer música?
Dekort: Falo muito sobre isso no EP que agora lancei, na última faixa. Por volta de 2004/2005 conheci o Mentor através de uma prima minha, tinha a banda Kaos Oculto, já conhecia a banda pois tinha 1 som que saíu na revista Hip Hop Nation. Ajudou-me muito e passou-me noções de produção, e até o primeiro som que gravei foi num instrumental meu, com algumas cenas feitas no HipHop Ejay é certo (lol) mas com outros loops já samplados por mim. A empatia foi imediata entre nós, eu tinha a vontade e a pica toda, ele já tinha altos instrumentais a partir, tinha o mínimo de condições em casa para se gravar e e foi muito natural também. Abriu-me as portas de casa dele, ofereceu-me instrumentais e local de gravação, que resultou num EP em 2006, "Força de Vontade" com 6 faixas, todas produzidas pelo Mentor e com 1 participação dele num som. Nesse mesmo ano dei o meu primeiro concerto no Chalon, bar aqui da zona, a convite do meu mano Soldado. Toquei com o Age (na altura tinha a banda Pacto Público) e o ilustríssimo Rusty. Na altura actuaram nomes como JêPÊ, Duplo, Raiz Urbana, Enigma, Minus, Raez entre outos, tudo nomes a emergir na escola do Porto.

HHW: Porque assinas com o nome Dekor, alterando o teu inicial nome de MC Joker? 
Dekor: Não te consigo dar razões em específico, o meu nome de Joker ainda hoje é usado, todos os meus amigos me tratam por Joker e nenhum por Dekor. Na altura quem me baptizou foi o meu amigo Puskas (Furtivo), era 1 nome sem nenhum sentido ou significado, mas que na altura gostei. Mais tarde comecei a pensar em nomes com mais significado para mim, e quis dar 1 género de nova vida ao meu trabalho, quando senti que estava meio estagnado. Então surgiu o Dekor, vem 1 bocado na junção do meu primeiro e último nome, mas também sem nenhum significado verdadeiramente específico, é o máximo que te consigo dizer (lol).

HHW: És o responsável pela Carisma Krew Records, quem são os elementos e qual o principio deste colectivo?
Dekor: Carisma Krew Records tem actualmente 4 membros, sou eu, o L, o Hades e o Mentor (por ordem de entrada). O intuito inicial em criar este projecto foi sobretudo da partilha e entre-ajuda de todos os membros. Já tivemos writers e só produtores, actualmente somos só mc's, apesar que o Mentor e o Hades também são produtores. O intuito é muito a partilha de instrumentais entre todos, estúdio em conjunto onde possamos gravar, etc. Procuramos sobretudo o "sêlo" de credibilidade e qualidade sempre que se fala em Carisma. O primeiro trabalho a sair com este selo foi a Mixtape "Greve Geral" em 2008, que teve participações de norte a sul, como o Strata G, Brdz, Stregul, Cap da Kubiko Records, Soldado (da Refúgio), Johny P entre outros. Depois também há trabalhos que recebo gravação, ou só mistura e master, mas nesse caso só assino como Carisma Records, já nada tem haver com a nossa krew, é a minha label independente!

HHW: Lançaste no passado dia 15 o teu EP "Veneno", alguma razão para só agora teres lançado um projecto sólido, tendo em conta que já te encontras no meio rap há vários anos?
Dekor: Acaba por ser o projecto mais sólido porque passa tudo por 1 fase constante de maturação, e eu não sou diferente. Em 2006 ainda era muito novo com 16 anos, não tinha as ideias e perspectivas que hoje tenho. Anos mais tarde tive um projecto que era Elite 4445, pela qual lançamos uma mixtape, mas foi num conceito totalmente diferente, trabalhamos ao gosto em comum dos 2 e não havia sons tão pessoais como tanto gosto. 1 ano depois lancei 1 EP com o Cap, no conceito de instrumentais, letras e gravações todas feitas numa semana.  Escusado será dizer que pelo caminho de 2006 para cá, terem existido vários projectos que ficaram na gaveta, posso-te dizer que devo ter uns 2 EP's na gaveta que nunca verão a luz do dia, e de 2011 para cá tenho umas 50/60 músicas que nunca lancei (talvez um dia destes faça 1 compilação de Lost Tapes, com sons que nunca saíram e partilho por aí). Mas respondendo melhor à tua pergunta, foi tudo 1 processo de maturação e experiência, para este projecto senti umas bases sólidas, tanto da minha parte como do resto dos intervenientes, e saiu na altura que queria e tinha de sair. Vamos ver como vai correndo.

HHW: Há um lado interventivo forte nas letras de todo o teu Ep, o que te motiva a escrever?
Dekor: Tudo motiva, é aquela resposta cliché (lol), neste caso em concreto queria 1 EP com mais intervenção daí também a escolha do produtor. Vivemos numa fase em que andamos constantemente revoltados com tudo e mais alguma coisa, ou é aquele político que faz isto, ou aquela televisão que faz aquilo com músicas sem sentido nenhum que por lá passam, ou o polícia com abuso da autoridade, etc. Ainda para mais vivemos numa era super informática em  que tudo se sabe, tudo se controla e tudo se opina. As letras vão muito de encontro a isso, tenho o som com o L e o Mentor que aborda mesmo a temática desta era informática e controladora, "a máquina" que te espia 24h por dia. Vivemos rodeados de Veneno, a ser cuspido por todo o lado, por todas as pessoas e instituições, cabe-te a ti encontrar a tua protecção, ou acabas por ser mais 1 venenoso formatado.

HHW: Ao teu lado tens o PLS na produção e o DJ Hipe nos cortes, o que te fez escolher a colaboração destes dois artistas?
Dekor: Foi como tudo que tem sido durante toda esta minha etapa no mundo da música, super natural. Conheci o PLS que trocou alguns beats comigo, já conhecia o meu trabalho dum concerto que dei por Elite 4445 em Barcelos. Identifiquei-me logo com as produções dele e ninguém melhor que ele para "vestir" o EP com o rumo que eu queria seguir e as temáticas que queria abordar. O Dj Hipe é aquele mano mesmo boa pessoa, que nutro uma enorme admiração e que só por acaso parte tudo nos pratos. Foi um gosto enorme trabalhar com estes 2 manos, deram-me as bases que precisava e outra "roupagem" ao EP, sem eles tudo teria saído muito diferente e não tão completo.

HHW: O teu EP tem mais participações, L, Mentor, Hades e Sik, que critérios te levaram a convidar estes MC's para o teu EP?
Dekor: Os meus critérios antes de mais, são da amizade que tenho por esses artistas, antes de serem artistas, são todos grandes amigos meus. Como disse anteriormente, o L, o Mentor e o Hades são da minha krew, é sempre 1 gosto combinarmos músicas e encontra-nos para gravar e trabalhar em conjunto, não digo obrigação, mas é imperial que estejam presentes nos meus trabalhos. O Sik foi com quem partilhei o projecto de Elite 4445, temos sempre aquela vontade e pica de fazer som juntos, e acabou por se proporcionar também a sua colaboração. 

HHW: O artwork, ficou a cargo de Realista, António Pinho, que indicações lhe deste para que este pudesse realizar esse mesmo trabalho?
Dekor: O Realista é 1 monstro no design, no desenho, nos instrumentais, letras, tudo. Talento bruto multifacetado. Alto gosto trabalhar com ele, pedi-lhe uma capa  e 1 artwork que envolvê-se um meio ambiente nocivo, mas no qual eu, o Pls e o Hipe estivéssemos imunes e protegidos de toda essa toxicidade. O resultado está à vista !

HHW: Como tem sido a recepção do público? 
Dekor: Tenho tido algum pessoal a abordar-me que sentiu muito a sonoridade e as letras. Tenho tido críticas muito boas aos instrumentais, aos scratches e às letras. É isso que me importa, ainda tá um pouco fresco, tem de se dar mais tempo de consumo ao pessoal, mas para já tem sido boa a recepção. Não tem chegado a muita gente mas isso era algo com que já contava, recuso-me a fazer certas coisas ou propagandas nos meus sociais, impingir que ouçam a minha música é ridículo, mas também não assumo a postura de "chorinhas" de que ninguém ouve a minha música, ela anda por aí para quem a quiser conhecer e absorver, são esses os ouvintes que me interessam.

HHW: Quando vais apresentar a EP ao vivo?
Dekor: Para já não tenho nada em concreto, tenho falado algumas coisas mas nada concreto. É muito difícil existirem casas que aceitem o teu trabalho e assumam o risco. Mas também não sou pessoa de ambicionar grandes palcos, gosto de me manter low profile, sou mais "rato de laboratório" do que Mc de palco, apesar de adorar dar concertos e dar a conhecer em direto as minhas letras e o meu trabalho. Não esperem é alguém de grandes discursos, o que quero transmitir está nas letras, é lá que está todo o meu conteúdo, a minha oratória é em rimas.

HHW: Além do teu projecto a solo, trabalhas em mais projectos. Podes falar-nos um pouco acerca dos mesmos?
Dekor: Outros projectos que me encontro a trabalhar são no âmbito de mistura e master. Tenho alguns projectos em mãos de manos meus que vão partir. Fora isso tou mais focado a solo, tenho algumas ideias do que quero fazer e seguir, apesar de que ainda antes de lançar este meu EP, tenho andado mais focado em instrumentais e a melhorar-me como produtor, a ver vamos, parado é que nunca.

HHW : Como vês o rap em Portugal? E em Ermesinde?
Dekor: O Rap em Portugal está a ficar mais profissional que nunca, vês projectos com a qualidade que anteriormente só vias no estrangeiro. Mesmo pessoal mais "recente" tem feito projectos e trabalhos incríveis.  Ao mesmo tempo a oferta disparou de uma forma assustadora, hoje em dia é muito fácil fazer rap,  compras 1 mic e 1 placa de som, aprendes a mexer num software e tás a mandar sons para a net. Isso é bom no sentido em que se torna mais fácil aparecerem bons talentos, mas mau ao mesmo tempo porque há sempre as modas e quem as segue, e andam aí tempos a empestar o pessoal com músicas, tirando credibilidade a quem tem realmente talento e quer mostrar trabalho. Vês dezenas de publicações todos os dias de músicas pelas redes sociais, vais ouvir 2 ou 3 que não têm o mínimo de qualidade, acabas por inconscientemente só ires ouvir nomes que já conheces, e contra mim falo, que acabo por fazer o mesmo.
Em Ermesinde o rap está forte como nunca esteve, apesar de não ser aquela cidade em que se respira hip hop. Tem-se desenvolvido um pouco a passo de caracol, pois tinha potencial de ter 1 movimento fortíssimo como a Póvoa e Barcelos, por exemplo. Quando comecei a envergar por este meio não conhecia ninguém cá da zona que fizesse rap. Ouvi falar uns tempos depois do Paiva e do Jimmy que tinham 1 projecto os 2 também, mas só os conheci bastantes anos mais tarde. Ao longo dos anos foram aparecendo alguns nomes que hoje ainda andam a trabalhar e com projectos sólidos, apareceu o Nine, o Furtivo, o Huge, o Sik, o M'Cirilo e até formaram uma crew, a "Ninetynine" que ainda hoje vigora (apesar de alguns membros diferentes). Mais recentemente apareceu 1 bom produtor pela zona, o TK, que vai "abastecendo" muito pessoal, um mano 5*. Hoje já temos bastantes nomes ligados ao Hip Hop por cá, destaco o aparecimento de mais produtores como o TK, o writer Hi-One (Hi_1), outra krew que apareceu do "BB do Fumo" com o T-Jay e o M'Cirilo, e os Interrogativos, escola ainda mais recente com o PS, JS e o Caso (todos dos TPMKrew). Ermesinde é 1 cidade com muitos habitantes jovens, podia haver mais dinâmica de festas, concertos e desenvolver por cá um pouco a cultura, o que já existiu foi sempre a convidar pessoal de fora sem ligar aos da casa. Veremos como vai correndo daqui para a frente.

HHW: Projectos de 2014 que valem a pena ser recordados ou que tas expectante? 
Dekor: A nível nacional destaco o "Alvorada da Alma" dos Dealema, apesar de ter saído em 2013 foi no final do mesmo ano. Esse álbum está de 1 profissionalismo e qualidade tremenda. Todos os membros estão cada vez mais maduros e isso reflecte-se na música. O álbum "Episódios à Parte" da Denise, apareceu neste mundo da música e apesar de não se assumir como rap pois é música soul, arrastou 1 série de amantes de rap, grande qualidade e grande talento. Está de volta também 1 rapper que sempre apreciei muito, o Bicas (ex Movimento Clandestino) que está aí com 1 projecto sólido. Os Contrabando 88 vão finalmente mandar 1 álbum pelo qual estou ansioso, tenho 1 ligação grande com a Póvoa e há muitos anos que ouço falar da qualidade deste colectivo, têm-no demonstrado em participações de mixtapes, e agora o single que saiu está a partir, tou curioso. Tenho também curiosidade de saber o que pessoal de Barcelos anda a cozinhar, mais propriamente o pessoal dos Quartel469. Destaco também o novo EP do Realista que saiu 4 dias após o meu, grande qualidade. E como não podia deixar de ser o novo álbum do Mundo que está aí a chegar e o álbum do mesmo com Sam The Kid que vai sair para Dezembro. A nível internacional destaco o novo álbum do Snak The Ripper, ouço-o todos os dias, anda em repeat no meu carro há 1 mês (lol). O álbum do enormíssimo colectivo dos Army Of The Pharaohs e o álbum dos Onyx. Muito bom !

HHW: Que bandas ou artistas mais ouves no teu dia-a-dia?
Dekor: Como te disse o álbum do Snak The Ripper anda em repeat, mas ouço muito vários artistas, a nível nacional prendo-me muito em Dealema e seus membros, no Virtus, gosto muito do Blasph, Suarez, etc. ouço muita música no meu dia a dia, muitas que nem são hip hop, gosto muito de jazz, soul, folk, por aí. Quando tou numa onda mais chill ouço muito Erick Sermon, tanto em EPMD como o álbum dos Def Squad. Ouço também muito Vinnie PAz, Slaine, Madchild, Method man, R.A. por aí...

HHW: Que concerto valeu mais a pena ver e em que sentido te marcou?
Dekor: Sem dúvida Jedi Mind Tricks no Hard Club em 2012 creio, ver o Vinnie Paz ao vivo foi qualquer coisa, é dos meus rappers favoritos. Agora o que mais me marcou, foi a festa do Hip HoPorto em 2006 no parque de estacionamento da Casa da Música, havia writers, b-boys, concertos em força, dj's no intervalo dos concertos, foi aquele contacto mesmo a sério que tive com a cultura e marcou-me imenso. Marcaram-me outros 2 que fui ver ao antigo Hard Club, a apresentação dos álbuns do Mundo e Expeão (S.O.M e Máscara) e a última festa de Hip Hop nesse mesmo espaço com Dealema a tocar.

HHW: Qual é o próximo CD/ vinil a comprar sem falta?
Dekor: O do Mundo dia 31 já cá canta (lol), gostava muito de ter a edição física do álbum do Snak The Ripper (apesar que o comprei no itunes mas não é a  mesma coisa). A nível de vinis também ando sempre no diggin, nas feiras de antiguidades vou muitas vezes à procura de umas preciosidades a preço de saldo.

HHW: Que mensagem deixas a todos os visitantes do HipHopWeb?
Dekor: Estejam atentos ao que se vai fazendo neste grande mundo do Hip Hop, não se limitem e papem só o que vos põem no prato,façam a vossa pesquisa e investiguem origens, desformatem-se!

1 grande abraço para todos e obrigado à HipHopWeb, sempre em cima do acontecimento!

Downnload do EP Veneno disponível aqui no HipHopWeb

 

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