Lisboa Exposição de fotografia de graffiti em comboios na sexta-feira

A fotógrafa norte-americana Martha Cooper, uma das primeiras mulheres a dedicar-se a fotografar arte urbana, participa numa exposição coletiva de fotografia de graffiti em comboios a inaugurar na sexta-feira em Lisboa.
"Trains & Generations", que vai estar patente na galeria da plataforma Underdogs, no número 56 da Rua Fernando Palha, tem imagens "da cena original de Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980, captada pela pioneira fotógrafa de graffiti Martha Cooper, à cena europeia desde a década de 1990 até aos dias de hoje pela mão de Alex Fakso (Itália) e Smart B (Portugal)", refere o texto de apresentação da mostra.
Martha Cooper nasceu nos Estados Unidos da América (EUA) em 1943, Alex Fakso, que vive atualmente em Londres, Inglaterra, nasceu em Itália em 1977, e Smart B, que também vive e trabalha em Londres, nasceu em Portugal em 1987.

Esta exposição, segundo a nota, "é uma homenagem a uma arte sem paralelo que sempre se situou no limite entre a legalidade e a ilegalidade, explorando a linha de continuidade numa contracultura que vive para o momento e realçando as semelhanças nas ações dos 'writers' de graffiti em lugares diferentes e tempos diferentes".
A inauguração, onde estarão presentes os artistas, está marcada para sexta-feira, às 19:00. Martha Cooper, Alex Fakso e Smart B voltam à galeria no domingo às 16:00 para uma conversa com o público.
A mostra "Trains & Generations", que estará patente até 23 de novembro e que tem entrada livre, realiza-se no âmbito dos "Lisbon Pop-Up Shows", uma iniciativa do projeto Underdogs, que tem como responsáveis a francesa Pauline Foessel e o português Alexandre Farto, também conhecido como Vhils.
O "Lisbon Pop-Up Shows" divide-se entre arte pública, com pinturas nas paredes da cidade, e exposições dentro de portas, no espaço da rua Fernando Palha recuperado e transformado em galeria de arte.
A primeira exposição aconteceu em maio, com a dupla de ucranianos Interesni Kazki a deixar uma pintura surrealista numa parede na zona da avenida Almirante Reis.
Em julho, esteve patente na galeria da rua Fernando Palha uma exposição do coletivo norte-americano Cyrcle, que também deixou trabalho nas ruas de Lisboa.
Em setembro, o artista Miguel Januário, com o seu projeto "maismenos" teve patente na galeria uma exposição "onde não havia nada que o dinheiro pudesse comprar, mas o nada estava à venda".

in Noticias ao Minuto

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