Graffiti conquista as ruas do Brasil

A decoração e arte urbana de protesto aborda fortemente as polémicas em torno do Mundial.
As pinturas em verde e amarelo que costumam colorir as ruas do Brasil em períodos de Mundial de futebol dividem este ano o espaço com decoração e arte urbana de protesto contra o evento, que se realiza no país.
Esta semana, o graffiti de uma criança faminta, sentada para comer e que vê apenas uma bola de futebol no seu prato, foi divulgado pela imprensa nacional e internacional, como um símbolo dos protestos contra o Mundial de Futebol. 
Através das redes sociais na internet, a imagem foi compartilhada mais de 90 mil vezes. O autor, Paulo Ito, 36 anos, fez o graffiti no portão de uma escola, em São Paulo, no início do mês.

Eu não imaginava que tivesse toda essa repercussão. Acho que a imagem fala por si e gera diferentes interpretações, além de uma mensagem que eu queira passar", disse Paulo Ito, em declarações à Agência Lusa.

 
O grafiteiro afirmou ter-se inspirado num trabalho que o artista francês Goin realizou em Atenas, e disse esperar que o Mundial2014 esteja a servir como inspiração para outros artistas urbanos.
 
"Acho que o Governo [brasileiro] se curva demais aos interesses das construtoras e da FIFA", disse.
 
Além do trabalho de Paulo Ito, outros artistas deixaram nas ruas de São Paulo a sua marca contra o Mundial. A página "Movimento de Decoração Anti-Copa, na rede social Facebook, compartilha fotos de iniciativas deste tipo, como pichagens e pinturas, que têm como alvo a FIFA ou as seleções.
 
Entre os exemplos divulgados, estão pinturas da mascote do mundial doente ou ferida, e frases como "Copa das Remoções", "Na Copa do Mundo da Corrupção... O Brasil já é Campeão!" e "Copa para quem?".
 
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