Garotas indianas fazem sucesso na redes sociais com vídeo de rap contra estupro

A Índia ocupa uma das principais posições no ranking dos índices mundiais de violência sexual feminina. Consideradas culturalmente “menos dignas” de respeito do que os homens no país, as mulheres hindus tem um reduzido papel na sociedade. Acontece que duas garotas de lá tiveram coragem suficiente para gravar um rap em protesto aos casos de estupro (#RapAgainstrape). A dupla Pankhuri Awasthi e Uppekha Jain postou o vídeo dias após uma freira de 70 anos ser violentada por um grupo de cinco intrusos que invadiu um colégio religioso no leste do país. Após colocarem o clipe no YouTube, o vídeo ‘viralizou’ e está com quase 100 mil acessos em poucos dias.
O clipe-manifesto das meninas abre com um aviso: “Este vídeo não tem nenhum conteúdo explícito. Mostra somente a realidade das mulheres indianas”. Segundo M Venkaiah Naidu, ministro para assuntos parlamentares da Índia, o video “é uma conspiração internacional para difamar o país”.

Escute o rap: 

“Não se iniba agora, você é parte dessa cultura”, diz Jain em ritmo de rap, misturando hindu e inglês. As amigas, que são de Mumbai, abordam do infanticídio feminino à agressão sexual. Em determinado ponto, Jain pede ao público que, em vez de proibir o uso de ‘palavrões e roupas sexy, melhor tomar coragem e banir os criminosos do parlamento’. “É hora de fundar novas definições para honra, dignidade, respeito e masculinidade”.

Awasthi responde: “Vou usar o que quiser, mesmo se for ‘mini’, será somente um vestido e, nem por um segundo pense que isso é um sim” – no caso de 2012, os agressores culparam a vítima por não se comportar como uma ‘mulher decente’. No fim, a letra diz: “Os tempos em que éramos abusadas e caladas acabou. E por trás de portas fechadas nós choramos. É tempo de mudar a maré e para você ficar ao nosso lado. Ajude-nos a trazer um novo dia – para você, para mim, para nós. Vamos cavar um novo caminho”.

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