Rock in Rio: Hip hop para os meninos

A fechar o Palco Sunset, Boss AC juntou-se ao coro Shout!, ao director artístico do palco, Zé Ricardo e a Paula Lima para um concerto onde o repertório assentou sobretudo nas músicas do rapper português onde o seu hip-hop é bem comportado e de distribuição pouco atribulada.

"Lovely Day/Gajo normal", a abrir, denunciou tudo o que se iria passar na hora seguinte: linhas de rap onde o ritmo é básico e conversas sobre uma atitude positiva em relação à vida ou sobre o que é o hip-hop visto do ponto de vista de uma classe média ávida por se envolver num ritmo urbano nem sempre conotado com os melhores ambientes ou práticas.
Se os outros dois convidados não emprestaram grande coisa ao espectáculo, o gospel dos Shout! exacerbou a vertente mais alegre do artista.

Enquanto o seu “colega” Chullage explora as questões mais polémicas do sistema político, económico e social, Boss trabalha em hinos lamechas (“Princesa”) ou modas débeis de intervenção social (“Sexta-feira”; que fechou com um público em loucura absoluta).
No dia em que se celebram as crianças, “o melhor do mundo” para o músico, houve momentos bem infantis como “Nem mais”, onde o apelo aos abraços não convenceu ninguém que não as gentes mais novinhas que hoje abundam pelo recinto.

in HardMusica

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