Chullage brilha no Teatro do Bairro

Depois de um período de oito anos sem lançar um novo trabalho, o rapper Chullage voltou a fazer a sua crítica social no disco “Rapressão” (Ed.Optimus Discos/Lisafonia), lançado na noite desta sexta-feira, 25 de Maio, no Teatro do Bairro, em Lisboa. 
O evento de apresentação do seu terceiro álbum transformou-se num verdadeiro tributo ao rap e ao hip hop, com a participação de 13 artistas convidados e de uma plateia formada por fãs deste estilo musical e curiosos de estilos diferentes.

“Foram oito anos aprendendo coisas novas para poder transmitir e partilhar com o público”, disse o cantor e compositor, que em 2004 lançou “Rapensar” (Passado Presente e Futuro) e em 2001 havia estreado com “Rapresálias”  (Sangue Lágrimas e Suor). “O novo disco traz mais escurevidência, uma militância mais cerrada, uma música mais elaborada. Traz um irmão mais velho, mais maduro e, de resto, os mesmos problemas que os outros discos falaram”.
O concerto foi dividido em duas partes. Na primeira, os treze convidados de Chullage revezaram-se na apresentação de temas de protesto, como Pedro Castanheira, Vilma, Don Nuno, Eida, Fidjus di Barraca, LBC, PM, F. di. B, Mc Tchoras e Xibi, Plutónio, Low Rasta e DJ Extreme. 
“São amigos, pessoas de bairro que eu frequento, que têm algo a dizer neste movimento e momento actuais. Quero trazer outros encontros destes novamente”, contou Chullage.
Low Rasta e DJ Extreme também participaram na apresentação principal da noite, ao lado do rapper no lançamento do seu novo trabalho, composto por 17 temas. O concerto incluiu nove músicas deste terceiro disco, a exemplo de “Barrigas Vazias e Corações Partidos”, “N.I.G.G.A.S.”, “De volta” e “G Também Ama”, e mais três sucessos antigos, “Rymeshit que Abala”, do álbum de estreia, “Ignoráncia XL” e “National Guetographic”, do segundo disco.
Sobre a relação do hip hop e a sua poesia, dedicada a temas como a pobreza, o racismo e a violência nos bairros, sendo três delas cantadas à capela no novo disco, Chullage concluiu: “Sempre ouvi muita música, de várias tribos e vários países, como a música portuguesa, a música brasileira, a música angolana… E o que me atraiu sempre foram as letras. Foi a partir daí que eu comecei a fazer música”.

 

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